A sétima temporada de Black Mirror chegou trazendo seis novos episódios que continuam a explorar os limites da tecnologia e suas consequências para a sociedade. Com histórias impactantes e críticas afiadas, a série mantém sua essência distópica e provocativa.
Episódio 1 – Pessoas Comuns
Mike tenta salvar sua esposa Amanda utilizando a tecnologia Rivermind, um sistema de inteligência artificial que mantém a consciência humana ativa. No entanto, o preço emocional e psicológico dessa escolha se torna insuportável.
O episódio critica a mercantilização da saúde e a dependência de assinaturas digitais para serviços essenciais, algo que já vemos em plataformas de streaming e até na medicina moderna.
Curiosidade:
Durante uma aula, Amanda menciona as Autonomous Drone Insects, uma referência direta ao episódio Hated in the Nation da terceira temporada.

Episódio 2 – Bête Noire
Maria, uma confeiteira, começa a desconfiar de sua colega Verity, que parece manipular a realidade através de um colar tecnológico. Em um ato de desespero, Maria mata Verity e assume o controle do dispositivo.
O episódio explora a manipulação psicológica e a fragilidade da percepção humana, temas que se relacionam com o impacto das redes sociais e da desinformação.
Curiosidade:
A empresa Ditta, que aparece no episódio, já foi mencionada em outras temporadas como uma gigante do setor alimentício.

Episódio 3 – Hotel Reverie
Brandy, uma atriz, se vê presa em um remake de um clássico de Hollywood dentro de um mundo virtual criado pela tecnologia Re:Dream. Sua história de amor com Clara, uma personagem digital, desafia os limites da realidade.
O episódio critica a crescente dependência da indústria cinematográfica em inteligência artificial para recriar atores e roteiros clássicos.
Curiosidade:
O hotel onde Brandy se hospeda se chama Juniper Lodge, uma clara referência ao icônico episódio San Junipero

Episódio 4 – Plaything (Brinquedo)
Cameron Walker, um jornalista dos anos 90, é convidado para testar um jogo experimental desenvolvido por Colin Ritman, da empresa Tuckersoft. O jogo, chamado Thronglets(Bandolets), apresenta seres digitais que evoluem e desenvolvem consciência própria. À medida que Cameron se aprofunda na experiência, ele cria laços com essas entidades virtuais, levando a um thriller psicológico que questiona os limites da realidade e da tecnologia..
O episódio faz uma crítica ao impacto dos jogos imersivos e da realidade aumentada na percepção humana.
Curiosidade:
A empresa Tuckersoft, que aparece no episódio, é a mesma do episódio Bandersnatch

Episódio 5 – Eulogy
Phillip é convidado a contribuir com suas memórias para um sistema que cria um memorial digital de sua falecida ex-namorada. Ao reviver momentos do passado, ele percebe que sua visão sobre o relacionamento estava distorcida.
O episódio reflete sobre como a tecnologia pode moldar nossas lembranças e emoções, algo que já acontece com redes sociais e inteligência artificial.
Curiosidade:
O sistema de memorial digital lembra o conceito explorado no episódio Be Right Back, da segunda temporada.

Episódio 6 – USS Callister: Into Infinity
A primeira sequência direta de um episódio de Black Mirror traz de volta a tripulação da USS Callister, agora enfrentando uma ameaça ainda maior dentro do universo digital.
O episódio discute os perigos da inteligência artificial e da autonomia de sistemas digitais, algo que se torna cada vez mais relevante com o avanço da IA.
Curiosidade:
O episódio contém várias referências ao original USS Callister, incluindo a presença de personagens e elementos visuais icônicos.

A sétima temporada de Black Mirror reafirma seu compromisso com histórias provocativas e reflexões sobre o impacto da tecnologia na sociedade. Qual episódio te deixou mais intrigado?


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